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Dia de praia em Florianópolis custa em média R$ 400 por pessoa; variação de preços chega a 300%

Levantamento realizado pelo Núcleo de Dados do Grupo ND em cinco praias da Capital aponta que passar o dia na areia pode ter um custo de quase R$ 1.600 para uma família de quatro pessoas

Se você é um veranista preocupado com os boletos, um dia de praia para relaxar neste verão vai demandar muita pesquisa e planejamento. Isso porque as despesas para um dia comum nas areias de Florianópolis estão altas, e a variação de preços de um mesmo serviço em diferentes locais pode chegar a até 300%, conforme aponta o levantamento realizado pelo Núcleo de Dados do Grupo ND nos dias 4 e 5 de janeiro em cinco praias da Capital.

Se você é um veranista preocupado com os boletos, um dia de praia para relaxar neste verão vai demandar muita pesquisa e planejamento. Isso porque as despesas para um dia comum nas areias de Florianópolis estão altas, e a variação de preços de um mesmo serviço em diferentes locais pode chegar a até 300%, conforme aponta o levantamento realizado pelo Núcleo de Dados do Grupo ND nos dias 4 e 5 de janeiro em cinco praias da Capital.

A pesquisa realizada pela equipe de dados e reportagem considerou 13 despesas: estacionamento, guarda-sol, cadeira, água (500 ml), suco natural (copo), cerveja (lata), drinks (copo), caipirinha (copo), refrigerante (lata), água de coco, porção de fritas (500g), iscas de peixe (500g) e pastel.

A primeira dica para um dia mais econômico, claro, é levar de casa tudo que for possível – de cadeiras ao alimento. No entanto, se não for possível, é sempre bom seguir algumas estratégias.

Uma delas é o planejamento e pesquisa, como reforça a moradora Patrícia Fontoura, na praia dos Ingleses.

“Eu não caio nessas porque eu sou moradora daqui, moro no Santinho, aí já sei aonde ir para não sair pagando tão caro”, diz.

A habilidade de pechincha também precisa estar em dia. “Sempre tem a ‘choradeira’ e a gente acaba vendendo mais barato”, admite um vendedor ambulante que não quis ser identificado.

Os quiosques e ambulantes atuam sob a liberação da Prefeitura da Capital. Pelas normas, esses estabelecimentos, assim como os restaurantes, têm liberdade para a definição de valores.

Vale destacar que existe uma lei em vigor que prevê que a exigência de consumo mínimo para usufruir dos guarda-sóis e cadeiras não é permitida.

Variação de preços de estacionamentos chega a 300%

Antes mesmo de pisar na areia chega uma das partes mais importantes para pesquisar os preços. A diferença entre os preços encontrados pela equipe nas cinco praias pela diária dos estacionamentos chegou a 300%.

O mais barato foi nos Ingleses, por R$ 15, enquanto foi possível encontrar custos de R$ 60 pelo mesmo serviço em Canasvieiras. O valor médio das cinco praias ficou em R$ 35.

Em muitos locais, é possível estacionar nas ruas e já guardar uma boa quantia. No entanto, a recomendação é chegar cedo, já que não foi fácil encontrar vagas livres perto das praias.

Aluguel de guarda-sol e cadeiras conta com vendas clandestinas e preços podem variar em até 50%

Dependendo de quantos dias o veranista pretende curtir as praias de Florianópolis, adquirir a própria cadeira e guarda-sol pode ser um investimento importante. Por dia, o aluguel do ‘combo’ sai em média R$ 50, considerando apenas uma pessoa. Cada cadeira custa em média R$ 20.

Na maioria das praias, o serviço é amplamente oferecido por muitos vendedores logo na entrada das praias. Na praia do Campeche, por exemplo, a oferta é “disputada” logo nos primeiros segundos de quem chega na areia pela entrada principal.

Mas nem todos são regulamentados pelo município. A equipe de reportagem flagrou vendedores correndo aos gritos ao verem a Guarda Municipal “fiscalização, fiscalização”. Rapidamente os itens foram escondidos.

Em outro local, um informante gravou um áudio: “pode voltar, os cara já foram embora”. Vale ressaltar que apenas os vendedores contemplados pelo edital da prefeitura podem oferecer o serviço nas praias.

Um dos vendedores ambulantes abordados pela equipe do NDI ressalta que faz a própria pesquisa de preços pela praia para não ficar para trás. “A gente conversa com os outros pra saber como tá o preço. Se tão vendendo a R$ 20, também vou vender a R$ 20”.

Apesar da maior parte dos valores serem parecidos, há um aumento na Joaquina. Enquanto as cadeiras são vendidas em média entre R$ 15 a R$ 20 nas praias, em Joaquina o valor estava R$ 30. Já o guarda-sol estava entre R$ 20 e R$ 30.

Para quem pretende passar o dia na Barra da Lagoa, a dica é levar os itens de casa. A equipe andou toda a extensão da praia e não encontrou ofertas de aluguel de cadeiras e guarda-sol. Boa parte da faixa de areia era ocupada, no entanto, por mesas de restaurantes e estabelecimentos à beira da praia.

De água aos drinks, opções de bebidas variam para cada gosto – e valores também

“A gente que faz o preço, R$ 15 pra um, R$ 20 pra outro… mas quem vem pra cá tem dinheiro, né?”, diz para a reportagem outro vendedor ambulante que não quis se identificar na praia de Canasvieiras. Não faltam opções de bebidas das praias, tanto nos restaurantes quanto nas “carrocinhas” que se espalham por toda a praia.

Os variados tipos de drinks, a depender do gosto, sabor e ingredientes, são vendidos por até R$ 60 o copo. A opção de drink mais barato foi encontrado nos Ingleses, a partir de R$ 16.

Já a caipirinha também varia a partir de sabores e ingredientes. A tradicional, de limão, tem um preço médio de R$ 20. Mas no todo, o preço variou de R$ 18 a R$ 60.

“O preço é caro, paguei 50 reais nesse drink, mas como a gente tá de férias tá valendo, e a qualidade faz jus ao preço”, releva Ionai Morais, moradora de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, que aproveita a folga em Canasvieiras.

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